Lumine no RS Tech 2025

Eduardo Leite RS Tech

A Lumine participou do RS Tech, evento promovido pelo Governo do Rio Grande do Sul em Brasília no dia 26/08 para apresentar avanços em tecnologia, inovação e governo digital, além de estratégias para atração de investimentos. A iniciativa reuniu lideranças políticas, empresariais e especialistas em um encontro que reforçou o papel do Estado como referência nacional no setor.

COP30: Embaixador André Corrêa do Lago destaca desafios e oportunidades em audiência na Câmara dos Deputados

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COP30: Embaixador André Corrêa do Lago destaca desafios e oportunidades em audiência na Câmara dos Deputados Nesta terça-feira (06/08), a Lumine participou da audiência sobre a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que acontecerá em Belém do Pará, em novembro. A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados recebeu o embaixador André Corrêa do Lago para debater os preparativos, desafios e oportunidades da COP30. O encontro reuniu parlamentares de diferentes regiões do país. Entre eles os deputados Júnior Amaral (PL-MG), Nilto Tatto (PT-SP), Leônidas Cristino (PDT-CE), Fernando Mineiro (PT-RN), Chico Alencar (PSOL-RJ), Duda Salabert (PDT-MG), Erika Kokay (PT-DF) e Bandeira de Mello (PSB-RJ), além de representantes do governo, sociedade civil e especialistas do setor. A importância da ciência e da cooperação internacional O embaixador André Lago destacou a centralidade da ciência nas respostas à crise climática, traçando um paralelo entre a mobilização científica que levou ao Protocolo de Montreal (buraco da camada de ozônio) e a necessidade de ação global para limitar o aquecimento a 1,5°C, conforme o Acordo de Paris. Lago ressaltou que, ao contrário de desafios anteriores, o enfrentamento das mudanças do clima exige volumes de financiamento muito maiores e inovação nas soluções. Desafios financeiros e expectativas para a COP30 Um dos pontos centrais da audiência foi o desafio de viabilizar o financiamento necessário para a adaptação e mitigação das mudanças climáticas, especialmente em países em desenvolvimento. O embaixador destacou que os recursos atualmente disponíveis, como o compromisso internacional de US$ 100 bilhões anuais, são insuficientes diante da escala dos desafios globais. Estudos recentes apontam que, para alcançar as metas do Acordo de Paris, será preciso mobilizar cerca de US$ 1,3 trilhão ao ano a partir de 2035 para apoiar ações que reduzam emissões, promovam energias limpas, restaurem ecossistemas e fortaleçam a infraestrutura diante de eventos climáticos extremos. Lago explicou que o Brasil, na presidência da COP30, trabalha para articular soluções inovadoras de financiamento, que envolvem desde a reforma de bancos multilaterais de desenvolvimento, criação de novos mecanismos financeiros, uso de instrumentos como trocas de dívida por investimentos em clima e até a taxação internacional de atividades poluentes. Também foi ressaltada a importância de garantir que esses recursos cheguem de forma efetiva às comunidades e regiões mais vulneráveis, promovendo justiça climática, inclusão e desenvolvimento sustentável. Belém como símbolo e espaço de soluções Em relação à escolha de Belém como sede da COP30, André Lago destacou o simbolismo de levar a conferência para a Amazônia, região estratégica para o equilíbrio climático, mas também representativa dos desafios enfrentados pelas cidades médias do mundo em desenvolvimento. O presidente da COP reforçou que o evento deixará importantes legados para a cidade e para o Brasil, especialmente em infraestrutura e participação social, e reiterou: “A COP será em Belém”. Participação social, povos tradicionais e diversidade de biomas A audiência também tratou da necessidade de garantir a participação efetiva da sociedade civil, dos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais no processo da COP30. O embaixador explicou que o evento está sendo estruturado para ampliar a escuta e o diálogo com diferentes setores, e defendeu que representantes de todos os biomas brasileiros estejam representados nas discussões, não apenas a Amazônia, mas também Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. Transparência, governança e participação Questionado sobre os desafios logísticos, como hospedagem e suspeitas de irregularidades, o embaixador detalhou as medidas de transparência adotadas pela organização e o esforço para garantir preços acessíveis e a participação de todos os países, sobretudo dos mais vulneráveis. Outro ponto abordado durante a audiência foi a preparação da infraestrutura para receber as delegações internacionais na COP30. O embaixador André Lago detalhou que o processo de inscrição das delegações está sendo planejado para garantir máxima representatividade, com prioridade para a participação de países em desenvolvimento e pequenas ilhas, assegurando hospedagem acessível e condições adequadas para todos. Também foi debatida a importância de ampliar o acesso à informação, com esforços para que o português seja reconhecido entre as línguas oficiais do evento, fortalecendo a inclusão e o protagonismo do Brasil no diálogo global. Em relação à alimentação, a organização está atenta à diversidade cultural e alimentar das delegações, prevendo cardápios que contemplem diferentes restrições, opções vegetarianas e veganas, além de valorizar a gastronomia local, promovendo a sustentabilidade e o intercâmbio cultural durante a conferência. A Lumine estará presente em Belém durante a COP30, participando ativamente dos principais eventos e apoiando empresas brasileiras na promoção de seus produtos, serviços e inovações no exterior e para públicos estratégicos, fortalecendo a presença do Brasil no cenário internacional de sustentabilidade e clima.

Projeto de Lei Combustíveis do Futuro e a descarbonização dos transportes no Brasil

Combustível do futuro

Projeto de Lei Combustíveis do Futuro e a descarbonização dos transportes no Brasil O Brasil é uma potência mundial na produção de biocombustíveis e o Projeto de Lei nº 4516/23 visa estimular este mercado no Brasil. O PL intitulado também como “Combustível do Futuro” foi enviado em setembro de 2023 à Câmara dos Deputados e apresenta um conjunto de políticas para ampliar o uso de combustíveis sustentáveis e de baixo carbono no Brasil como biodiesel, SAF, biometano, diesel verde e etanol. O PL também prevê mudanças nas regras da mistura de etanol na gasolina e do biodiesel ao diesel convencional. O PL é importante, pois trazsoluções para a descarbonização da matriz de transportes do Brasil. Os transportes são responsáveis por cerca de 25% das emissões de gases de efeito estufa e parte importante do processo de mudança da matriz energética está na disseminação e uso de combustíveis de baixo carbono. A urgência na descarbonização dos transportes estimula a demanda por esses novos produtos e para a disseminação destas tecnologias. No entanto, a produção ainda encontra-se em estágios iniciais tanto no Brasil quanto no exterior e os custos de produção são mais elevados que o combustível fóssiel. Desde dezembro de 2023, o PL dos Combustíveis do Futuro tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados e no final de fevereiro de 2024 o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) entregou o parecer técnico sugerindo que a proposta seja votada. Entre as mudanças propostas estão a criação de um programa de incentivo à utilização de biometano, SAF, biodiesel e diesel verde assim como prevê mudanças no percentual de adição de biocombustíveis aos combustíveis tradicionais. Caso seja aprovada, a proposta passará ainda por avaliação pelo Senado, onde poderá receber ajustes e novas contribuições. Segue abaixo breve resumo preparado pela equipe da Lumine sobre os principais temas tratados no PL nº 4516/2023: a) BIOMETANO O biometano é obtido a partir da purificação do biogás e pode substituir o gás natural de origem fóssil sem necessidade de alterações nos equipamentos que queimam o combustível. A produção brasileira de biometano é estimada em 1 milhão de m³ por dia e estima-se que o volume total deva chegar a 7 milhões de m³ em 2029. A quantidade de usinas em operação no Brasil deve passar de seis para noventa no mesmo período. O PL, após as contribuições do relator, determina que os produtores e importadores de gás natural utilizem uma quantidade mínima de biometano no volume total de gás natural consumido ou comercializado. A mistura parte de 1%, em 2026, e pode chegar a 10% até 2034.  Empresas brasileiras como Orizon e Compass estão bem posicionadas para a produção de biometano no Brasil e tem investido em plantas para a produção deste combustível. b) SUSTAINABLE AVIATION FUEL (SAF) O PL estabelece também o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV) que visa estimular o uso e a produção de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF, na sigla em inglês) no Brasil. A partir de 2027, as companhias aéreas serão obrigadas a reduzir suas emissões de gases do efeito estufa por meio da utilização de SAF. O SAF pode ser produzido por meio de matérias primas como óleos vegetais, etanol, resíduos orgânicos ou gorduras recicladas. O Brasil é um dos principais candidatos à produção de SAF de forma competitiva, pois o país conta com abundância de matérias-primas como cana-de-açúcar, milho e soja. O percentual da mistura do SAF no querosene de aviação deve começar em 1%, em 2027, e subirá gradativamente ao longo de 10 anos, chegando a 10% em 2037. O SAF polui cerca de 85% menos que o querosene de aviação utilizado atualmente. No mundo a produção de SAF ainda é insuficiente e a Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA) estima que a produção se ampliará de 600 milhões de litros, em 2022, para 1,9 bilhão de litros, o que representa 0,5% da demanda de combustíveis pelo setor aéreo. O mercado de SAF está em movimento no Brasil. A Raízen já possui certificação para a produção de SAGF a partir do etanol. A refinaria Acelen informou que está em fase de desenvolvimento de planta na Bahia para a produção de SAF a partir de macaúba. A Petrobras pretende desenvolver duas plantas dedicadas à produção de SAF e estarão em operação após 2028 com capacidade estimada de produção de 4 mil barris por dia. c) DIESEL VERDE O PL 4516/2023 cria também o Programa Nacional de Diesel Verde e estabelece política própria para produção e comercialização do diesel verde no Brasil. O diesel verde também conhecido como Hydrotreated Vegetable Oil (HVO) tem características em comum com o SAF. Ambos podem ser produzidos por meio de diversas matérias-primas orgânicas. Outra vantagem do diesel verde é que não exige adaptações em motores ou equipamentos que utilizam combustíveis fósseis para ser misturado ao diesel. O HVO é o tipo de diesel verde mais produzido no mundo, sendo o terceiro mais consumido atrás do etanol e do biodiesel e aquele cuja produção mais cresce no mundo. O crescimento da produção de HVO deve-se ao menor custo do produto e pela qualidade do produto que é adequado aos veículos mais modernos. O projeto estabelece que até 2037 os distribuidores de combustíveis no Brasil devem misturar uma quantidade mínima de diesel verde a ser definida que estará presente em todo o diesel comercializado no Brasil. O diesel verde é cerca de 85% menos poluente que o diesel de matérias primas fósseis. d) BIODIESEL Segundo a ANP, o biodiesel é um “combustível composto de alquil ésteres de ácidos carboxílicos de cadeia longa, produzido a partir da transesterificação e/ou esterificação de matérias graxas, de gorduras de origem vegetal ou animal”. Ou seja o biodiesel é obtido pela reação de óleos animais ou vegetais com álcool ou metanol. O PL também regulamenta o percentual da mistura obrigatória de biodiesel no diesel convencional.  Para o biodiesel que é misturado ao diesel vendido ao consumidor final, a mistura obrigatória, atual é de 14%, o percentual subirá para 13%, em 2025, atingirá