COP30: Embaixador André Corrêa do Lago destaca desafios e oportunidades em audiência na Câmara dos Deputados
Nesta terça-feira (06/08), a Lumine participou da audiência sobre a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que acontecerá em Belém do Pará, em novembro. A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados recebeu o embaixador André Corrêa do Lago para debater os preparativos, desafios e oportunidades da COP30.
O encontro reuniu parlamentares de diferentes regiões do país. Entre eles os deputados Júnior Amaral (PL-MG), Nilto Tatto (PT-SP), Leônidas Cristino (PDT-CE), Fernando Mineiro (PT-RN), Chico Alencar (PSOL-RJ), Duda Salabert (PDT-MG), Erika Kokay (PT-DF) e Bandeira de Mello (PSB-RJ), além de representantes do governo, sociedade civil e especialistas do setor.
A importância da ciência e da cooperação internacional
O embaixador André Lago destacou a centralidade da ciência nas respostas à crise climática, traçando um paralelo entre a mobilização científica que levou ao Protocolo de Montreal (buraco da camada de ozônio) e a necessidade de ação global para limitar o aquecimento a 1,5°C, conforme o Acordo de Paris. Lago ressaltou que, ao contrário de desafios anteriores, o enfrentamento das mudanças do clima exige volumes de financiamento muito maiores e inovação nas soluções.
Desafios financeiros e expectativas para a COP30
Um dos pontos centrais da audiência foi o desafio de viabilizar o financiamento necessário para a adaptação e mitigação das mudanças climáticas, especialmente em países em desenvolvimento. O embaixador destacou que os recursos atualmente disponíveis, como o compromisso internacional de US$ 100 bilhões anuais, são insuficientes diante da escala dos desafios globais. Estudos recentes apontam que, para alcançar as metas do Acordo de Paris, será preciso mobilizar cerca de US$ 1,3 trilhão ao ano a partir de 2035 para apoiar ações que reduzam emissões, promovam energias limpas, restaurem ecossistemas e fortaleçam a infraestrutura diante de eventos climáticos extremos.
Lago explicou que o Brasil, na presidência da COP30, trabalha para articular soluções inovadoras de financiamento, que envolvem desde a reforma de bancos multilaterais de desenvolvimento, criação de novos mecanismos financeiros, uso de instrumentos como trocas de dívida por investimentos em clima e até a taxação internacional de atividades poluentes. Também foi ressaltada a importância de garantir que esses recursos cheguem de forma efetiva às comunidades e regiões mais vulneráveis, promovendo justiça climática, inclusão e desenvolvimento sustentável.
Belém como símbolo e espaço de soluções
Em relação à escolha de Belém como sede da COP30, André Lago destacou o simbolismo de levar a conferência para a Amazônia, região estratégica para o equilíbrio climático, mas também representativa dos desafios enfrentados pelas cidades médias do mundo em desenvolvimento. O presidente da COP reforçou que o evento deixará importantes legados para a cidade e para o Brasil, especialmente em infraestrutura e participação social, e reiterou: “A COP será em Belém”.
Participação social, povos tradicionais e diversidade de biomas
A audiência também tratou da necessidade de garantir a participação efetiva da sociedade civil, dos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais no processo da COP30. O embaixador explicou que o evento está sendo estruturado para ampliar a escuta e o diálogo com diferentes setores, e defendeu que representantes de todos os biomas brasileiros estejam representados nas discussões, não apenas a Amazônia, mas também Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.
Transparência, governança e participação
Questionado sobre os desafios logísticos, como hospedagem e suspeitas de irregularidades, o embaixador detalhou as medidas de transparência adotadas pela organização e o esforço para garantir preços acessíveis e a participação de todos os países, sobretudo dos mais vulneráveis.
Outro ponto abordado durante a audiência foi a preparação da infraestrutura para receber as delegações internacionais na COP30. O embaixador André Lago detalhou que o processo de inscrição das delegações está sendo planejado para garantir máxima representatividade, com prioridade para a participação de países em desenvolvimento e pequenas ilhas, assegurando hospedagem acessível e condições adequadas para todos. Também foi debatida a importância de ampliar o acesso à informação, com esforços para que o português seja reconhecido entre as línguas oficiais do evento, fortalecendo a inclusão e o protagonismo do Brasil no diálogo global. Em relação à alimentação, a organização está atenta à diversidade cultural e alimentar das delegações, prevendo cardápios que contemplem diferentes restrições, opções vegetarianas e veganas, além de valorizar a gastronomia local, promovendo a sustentabilidade e o intercâmbio cultural durante a conferência.
A Lumine estará presente em Belém durante a COP30, participando ativamente dos principais eventos e apoiando empresas brasileiras na promoção de seus produtos, serviços e inovações no exterior e para públicos estratégicos, fortalecendo a presença do Brasil no cenário internacional de sustentabilidade e clima.
