Seminário na Câmara dos Deputados discute Hidrogênio Verde
Especialistas debatem oportunidades e desafios desta tecnologia para transição energética no Brasil
No dia 11 de setembro, a Lumine participou do Seminário da Comissão Especial sobre Transição Energética e Produção de Hidrogênio Verde, realizado na Câmara dos Deputados. O seminário foi presidido pelo deputado Arnaldo Jardim (Cidadania – São Paulo). O evento reuniu renomados especialistas e discutiu como o Brasil pode financiar sua transição energética de forma eficaz e qual o papel do hidrogênio verde neste contexto.
O seminário contou com a presença de figuras proeminentes, como Carlos Colombo, Coordenador de Promoção da Concorrência da Secretaria de Reformas Econômicas dodo Ministério da Fazenda, Gustavo Santos Masili, Coordenador-Geral de Minerais Estratégicos e Transição Energética da Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, e Luciana Costa, Diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Participaram também Braúlio Borges, Economista Senior da LCA Consultoria, e Leo Meirelles do Amaral, Diretor Jurídico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).
Colombo destacou que há muitos projetos envolventes no desenvolvimento do hidrogênio atualmente no Brasil e que este setor pode trazer significativos ganhos à economia brasileira. O papel de destaque do hidrogênio verde está inserido de forma destacada na estratégia nacional de energia.
Gustavo Santos Masili enfatizou o potencial dos minerais estratégicos na transição energética, afirmando que o Brasil possui a matriz energética e a matriz elétrica mais renovável entre os países do G20 e que recursos como lítio e níquel são fundamentais para o crescimento das energéticas renováveis.
Luciana Costa, ao abordar o financiamento, destacou o papel crucial do BNDES: O banco é considerado o maior financiador de energia renovável do mundo e o financiamento adequado tem papel catalisador na adoção de tecnologias limpas, fundamentais para o sucesso da transição energética.
Bráulio Borges, da LCA Consultoria, apresentou projeções otimistas para o mercado brasileiro de hidrogênio verde: Segundo o economsita, o Brasil é competitivo na produção de energias renováveis e o setor tem boas perspectivas de crescimento.
Por fim, Leo Meirelles do Amaral, da Unica, enfatizou a importância de estabilizar os marcos regulatórios sobre hidrogênio verde no Brasil. O Brasil tem vantagens comparativas na produção de hidrogênio verde e deve aproveitar para avançar na legislação para trazer segurança jurídica para permitir investimentos críticos nessa área.
